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Jeans: mais algumas curiosidades

Aí vão mais algumas informações e curiosidades que pesquisei sobre o jeans.

Algumas das técnicas que fazem uma calça jeans ser diferente de todas as outras:

Lixamento: Pode ser manual ou não. A idéia é desgastar o tecido em pequenas regiões.

Pintura Manual: A tinta ou algum produto químico são aplicados em pequenas regiões da peça com auxílio de uma esponja ou pincel. É possível conseguir vários tipos de efeitos, desde uma “mancha” de graxa a um desbotamento localizado.

Pintura a máquina: Também pode ser feito com tinta ou algum produto químico para conseguir desgastes, manchas e tonalidades diferentes.

Jateamento: A calça recebe um jato de micropartículas de óxido de alumínio. A abrasão desbota o tecido. Geralmente é utilizado nas coxas e nos bolsos traseiros para fazer o efeito chamado “bigode”.

Lavagens: É possível clarear, escurecer, alterar a cor do tecido, além de amaciá-lo.

Puídos e rasgados: Os efeitos desfiados e de gasto da calça jeans são obtidos por meio de uma máquina, passada em pontos específicos da peça. Em seguida ela volta para a máquina de lavar.

Jeans com elastano: É mais confortável, tem melhor caimento ao corpo e pode estar na modelagem das calças mais justas até as mais largas.

As lavagens dão o tom:

Dark:
mantém a cor original do jeans e deixa a peça mais chique.

Stone washed:
a lavagem, feita com pedras, desgasta costuras, bolsos, a parte da frente das coxas, o bumbum, o vinco da calça que se forma entre o quadril e a perna.

Destroyed: além da lavagem, o cós e a barra devem estar puídos.

Dirty: o tingimento em tons terrosos dá aspecto encardido.

Vintage: lavagem que reproduz as marcas de desgaste causadas pelo contato com o corpo e pelo tempo.

Delavê: em tom de azul-claro desbotado.

Jeans certo para cada tipo de corpo:

Tronco curto:
calça com cintura baixa

Tronco comprido e pernas curtas:
calça com cintura mais alta, perna reta e comprida.

Pernas grossas: calça justa no quadril, reta a partir das coxas

Quadris largos: calça justa, com cintura alta e bolsos traseiros grandes. Lavagens escuras.

Quadris estreitos: qualquer modelagem fica boa, da calça com volume à justa.

Pouco bumbum: calça justa com a parte de trás um pouco mais alta que a parte da frente, bolsos pequenos (com abas, pregas) e nunca baixos.

Bumbum grande: a modelagem reta é ideal. Evite detalhes que avolumem a calça. Lavagens escuras.

Barriguinha: calça com cintura mais alta e blusinha solta no corpo. Evite cintos volumosos.

* Fontes – Revistas Elle e Capricho
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14 de abril de 2010 at 14:58 Deixe um comentário

Jeans: História

Em abril do ano passado, quando eu ainda trabalhava na Dimato’s, fiz uns painéis sobre a história e curiosidades do Jeans (para o stand da marca no Donna Fashion Iguatemi).

O material é bem legal, por isso resolvi compartilhar aqui.

Surgimento:


A saga da calça jeans começou no século XIX, por volta de 1850, quando o alemão Levi Strauss chegou aos Estados Unidos vendendo utensílios para os mineiradores em plena corrida pelo ouro no oeste do país.

Observando a necessidade de vestimentas de trabalho mais funcionais e resistentes, ele passou a confeccionar calças de lona, que logo fizeram sucesso entre os trabalhadores.

Na década de 1860, o alfaiate Jacob Davis associou-se a Levi para patentear um modelo de calça com rebites de cobre nos pontos de maior tensão, a fim de reforçar os bolsos que se rasgavam facilmente.

O número 501 marcava o lote de tecido das primeiras calças jeans de que o mundo teve notícia. Esse modelo foi chamado de Levi’s 501.

O jeans começa sua trajetória como uniforme de trabalho e logo Strauss ganha um forte concorrente: Henry David Lee.

Os vaqueiros aderiram às roupas dos garimpeiros, pois o tecido resistente era ideal para passar horas cavalgando. Em 1926, a Levi’s lança uma calça própria para eles – cowboys overalls – com as pernas mais arqueadas. Em seguida elas apareceram no cinema, em figurinos de filmes de faroeste.

O jeans também simbolizou a juventude dos anos 50 que se inspirava em ídolos como James Dean e Marlon Brando – “rebeldes sem causa”.

Ele foi usado tanto pelos Hell’s Angel’s com suas motos poderosas – vestindo com camisetas e jaquetas de couro – como também no ritmo frenético do rock, ao som de Elvis Presley.

Modelos como Marilyn Monroe e Jayne Mansfild usavam jeans apertado para mostar que a peça também podia ser sexy.

Mais tarde, os integrantes do movimento hippie adotaram o jeans em festivais como Woodstock e Monteray.


No Brasil, ele invade o “Tropicalismo” combinado com as flores e estampas psicolécas dos “Novos Baianos” (Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa).

Calvin Klein foi o primeiro estilista a colocar o jeans na passarela, na década de 70, causando indignação aos mais conservadores.

A partir daí várias tribos vestiram, e vestem, o jeans: foram os Beatniks, os Roqueiros, os Hippies, os Punks, os Góticos, os Yuppies, os Grunges, os Rappers, os Skinhweads, os Funkies, as Patricinhas e Mauricinhos, os Clubbers, os Surfistas, os Pagodeiros, os New Hippies, os Emos…

Ele é o uniforme social da humanidade.

“Jeans não é apenas um tecido. É um estilo de se vestir”.

* Pesquisa e imagens retiradas do livro
Vintage Denin – by David Little and Larry Bond – Editora Gibbs Smith, 1996.

8 de abril de 2010 at 17:27 2 comentários